Ultrassonografia do Sistema Musculoesquelético: Manhã de Prática Intensa e Anatomia Marcada no Tutorial de Cotovelo
US cotovelo: exige extrema precisão técnica para identificar com clareza pequenas estruturas, ligamentos e tendões. Para facilitar essa curva de aprendizado, o Prof. Jorge adota uma metodologia visual e interativa que faz toda a diferença: a marcação direta na pele da paciente
A manhã desta terça-feira, 30 de junho, começou movimentada e repleta de conhecimento no ambulatório do térreo da FATESA. Os médicos-alunos do curso de Ultrassonografia Básica do Sistema Musculoesquelético acompanham o tutorial de cotovelo, ministrado pelo renomado Prof. Me. Jorge Garcia.
O exame de cotovelo é conhecido por sua complexidade anatômica, exigindo extrema precisão técnica para identificar com clareza pequenas estruturas, ligamentos e tendões. Para facilitar essa curva de aprendizado e garantir que o aluno fixe perfeitamente os pontos de referência, o Prof. Jorge adota uma metodologia visual e interativa que faz toda a diferença: a marcação direta na pele da paciente.

Antes de encostar o transdutor, o professor desenha no braço os acidentes ósseos e os caminhos dos principais tendões e nervos. Essa abordagem "desenhada" permite que o médico correlacione o que está vendo externamente na anatomia de superfície com a imagem em tons de cinza que aparece na tela do aparelho de ultrassom.

Tutorial de cotovelo: Professor desenha no braço os acidentes ósseos e os caminhos dos principais tendões e nervos
"O cotovelo é uma articulação rica em pequenos detalhes e muito propensa a artefatos técnicos se o médico não souber exatamente onde pisar. O grande valor deste tutorial prático no ambulatório é dar ao aluno a segurança de conduzir uma varredura sistemática e dinâmica. Quando fazemos a marcação no braço da paciente, nós desmistificamos a anatomia. O aluno visualiza o trajeto da estrutura antes mesmo de colocar o gel, o que muda completamente a percepção e a qualidade do diagnóstico que ele vai entregar no consultório", explica o Prof. Me. Jorge Garcia.
Seguindo o rigoroso padrão didático da FATESA, os alunos estão sendo orientados a dividir a avaliação em quatro quadrantes fundamentais:
Anterior: Onde desvendam o tendão distal do bíceps e aprendem a técnica de báscula (heel-toe) para fugir da anisotropia (o falso padrão de tendinite).
Medial e Lateral: Focado na avaliação minuciosa dos tendões flexores e extensores comuns, essencial para o diagnóstico preciso de epicondilites (como os famosos cotovelos de tenista e de golfista) — além dos testes de estresse em valgo e varo.
Posterior: Momento em que o grupo estuda o tendão do tríceps e realiza a clássica avaliação dinâmica do nervo ulnar no túnel cubital, observando em tempo real se há subluxação durante o movimento de flexão do braço.

Com o ambulatório do térreo operando em ritmo pleno, a manhã de hoje reforça o compromisso da FATESA em unir a bagagem científica de professores de excelência com a exaustiva prática clínica, transformando médicos em especialistas confiantes.
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